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Banca de DEFESA: GABRIELLA ALVES RAMOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GABRIELLA ALVES RAMOS
DATA: 18/07/2022
HORA: 09:00
LOCAL: Defesa remota via Google Meet
TÍTULO:

ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DE ÓLEOS ESSENCIAIS, HIDROLATOS E DECOCTOS NO CONTROLE DA PINTA PRETA DO TOMATEIRO


PALAVRAS-CHAVES:

Controle alternativo. Alternaria linariae. Plantas medicinais. Piper aduncum. Eugenia dysenterica. Cochlospermum regium.


PÁGINAS: 1
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
SUBÁREA: Fitossanidade
ESPECIALIDADE: Fitopatologia
RESUMO:

A agricultura tem buscado métodos alternativos de controle, como a utilização de derivados vegetais como extratos, óleos essenciais e hidrolatos dentre outros que podem levar a descoberta de agentes de biocontrole com possíveis novos mecanismos de ação contra fitopatógenos. A produção do tomate é prejudicado pela pinta preta, causada pelo fungo Alternaria linariae. Óleos essenciais (OE), hidrolatos (HT) e decoctos (DC) apresentam atividade antifúngica e tem potencial no controle alternativo aos fungicidas químico sintéticos para o controle de doenças. Neste estudo foi investigada a atividade antifúngica dos óleos essenciais, decoctos e hidrolatos de Cochlospermum regium, Piper aduncum, Protium ovatum, Hymenaea courbaril e Eugenia dysenterica sobre o desenvolvimento in vitro e in vivo de Alternaria linariae. Foram avaliados a atividade antifúngica sobre o crescimento micelial, índice de velocidade do crescimento micelial e germinação dos conídios de Alternaria linariae in vitro e área abaixo da curva do progresso da doença in vivo, além de verificar a ação dos óleos essenciais, decoctos e hidrolatos usando uma abordagem de ultraestrutura através da microscopia eletrônica de varredura. O óleo essencial de P. aduncum (2,5%) inibiu em 76,42%, o crescimento micelial de A. linariae, os demais óleos essenciais testados apresentaram percentual de redução superior a 50%. O hidrolato de Cochlospermum regium (5%) inibiu em 63,46% o crescimento micelial de A. linariae. O decocto de Eugenia dysenterica inibiu 88,98% do crescimento micelial do patógeno. O óleo essencial, hidrolato e decocto de P. aduncum demonstrou a menor porcentagem de germinação dos conídios de A. linariae, os demais óleos essenciais, decoctos e hidrolatos testados apresentaram percentual de redução superior a 20%. Os ensaios in vivo demonstraram o potencial dos óleos essenciais, decoctos e hidrolatos de Cochlospermum regium, Piper aduncum e Eugenia dysenterica, através da redução da área abaixo da curva de progresso da doença de quatro cultivares de tomate (Cereja, San Marzano, Santa Clara e Super Marmande) em condições de casa de vegetação em relação ao tratamento controle. A análise ultraestrutural mostrou que a aplicação dos OE de pimenta de macaco a 5%, HT de algodãozinho do cerrado e DC de cagaita levaram a deformações morfológicas, extravasamento celular e inibição da germinação dos conídios. Os óleos essenciais, hidrolatos e decoctos testados neste estudo podem inibir significativamente A. linariae in vitro e in vivo e tem potencial como um produto natural promissor para o controle da pinta preta em plantas de tomate.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - TAMARA LEITE DOS SANTOS - UFLA (Suplente)
Interno - RAFAELA ARAÚJO GUIMARÃES - UFLA (Membro)
Externo à Instituição - PATRICIA RICARDINO DA SILVEIRA - UFLA (Suplente)
Externo à Instituição - FABIANO JOSÉ PERINA - UFLA (Membro)
Presidente - EDUARDO ALVES (Membro)
Notícia cadastrada em: 11/07/2022 10:52
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