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Banca de QUALIFICAÇÃO: CHANDERSON ERNANI LOPES TEIXEIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CHANDERSON ERNANI LOPES TEIXEIRA
DATA: 28/04/2023
HORA: 14:00
LOCAL: Banca Virtual
TÍTULO:

CARACTERIZAÇÃO DO USO DE PASTAGENS NO BIOMA CERRADO FRENTE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


PALAVRAS-CHAVES:

Mudanças Climáticas, pastagens, manejo do pastejo, métodos de lotação, planejamento


PÁGINAS: 20
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Zootecnia
SUBÁREA: Pastagem e Forragicultura
ESPECIALIDADE: Manejo e Conservação de Pastagens
RESUMO:

O setor agropecuário nacional tem sido alvo de muitas especulações quanto as emissões nos gases de efeito estufa sendo o setor é responsável por 1/3 das emissões brasileiras, o que deposita sobre o setor parte da responsabilidade sobre as mudanças climáticas globais.

A projeção dos cenários futuros da produção agropecuária em função de mudanças climáticas globais faz parte do planejamento estratégico de várias instituições e pesquisadores cujos resultados permitem a proposição de medidas de adaptação dos sistemas produtivos e de mitigação de seus impactos. As áreas de pastagens do Brasil têm um papel importante nesse cenário de adaptação e planejamento estratégico.

Em 2021 dados do MapBiomas mostram que o Brasil possui uma área total de pastagem de 159 milhões de hectares, onde 35 milhões em situação severa de degradação e 66 milhões de hectares em nível intermediário de degradação, portanto, 63,5% das pastagens brasileiras apresentam sinais de degradação. Desde 2010, políticas governamentais brasileiras vêm incentivando a agricultura de baixa emissão de carbono por meio do Plano ABC (Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura) que, entre vários objetivos, possui mecanismos para financiar as atividades de sistemas agroflorestais, plantio direto, recuperação de pastagens degradadas, fixação biológica de nitrogênio e redução do uso de agrotóxicos.

Tais ações permitem que produtores participem de linhas de créditos direcionadas para agricultura sustentável, no entanto, questiona-se como os produtores estão aderindo a essas estratégias em suas propriedades. Questões como o real impacto das mudanças climáticas na sua produção, a eficiência das ações e a aceitabilidade das mudanças sugeridas por técnicos e especialistas são estratégicas para entender como uma região ou mesmo um bioma está enfrentando as mudanças no clima. Na produção animal em pastagens, o grande desafio é a adoção de novas tecnologias, a intensificação do manejo de pastagens de forma consciente e o uso de sistemas integrados de produção. A fim de amenizar impactos negativos, sistemas produtivos integrados vêm sendo apontado em pesquisas como um potencial em armazenar carbono no solo. Cientistas afirmam que essa capacidade não se restringe somente ao solo, mas também a parte acima da superfície, na interação solo-planta-animal.

É sabido que existem outras técnicas para mitigar gases de efeito estufa, atrelados a qualidade na dieta dos animais, correto manejo das pastagens e o uso de biodigestores, mas diante das questões climáticas e produção sustentável de alimentos é de fundamental importância compreender como os produtores estão se comportando acerca do processo de intensificações da pecuária do bioma cerrado.

Contudo se justifica entender como anda a adaptações dos produtores rurais frente as mudanças climáticas, principalmente na pastagem, uma vez que cada vez mais é possível observar que muitos estão tendo sua produção prejudicada por efeitos climáticos, e que com o uso correto e a implementação de tecnologias mais sustentáveis esse impacto pode ser amenizado, contribuindo para uma produção mais resiliente de forma ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável. 

Objetiva-se com este projeto, caracterizar e mapear a situação atual de pecuaristas no bioma Cerrado quanto ao manejo e estratégico das pastagens frente as mudanças climáticas, contribuindo para elaboração de um plano de ações e de atividades voltadas para a instrução de técnicos e produtores rurais para maior assertividade e adoção de técnicas aplicadas na redução do impacto das mudanças climáticas, além de contribuir para futuras pesquisas relacionadas ao tema.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - SERGIO DOMINGOS SIMAO - DES/ICET (Membro)
Presidente - MARCIO ANDRE STEFANELLI LARA (Membro)
Interno - DANIEL RUME CASAGRANDE (Membro)
Externo à Instituição - DANIEL DA CUNHA - REHAGRO (Suplente)
Notícia cadastrada em: 11/04/2023 10:18
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