RIZOBACTÉRIAS COMO AGENTES BIOLÓGICOS NO CONTROLE DE Meloidogyne incognita EM ALFACE
Controle biológico, Rizobactérias promotoras de crescimento vegetal, Quimiotaxia, nematoides-das-galhas, Lactuca sativa
O cultivo de alface (Lactuca sativa L.) enfrenta desafios consideráveis devido à presença de nematoides-das-galhas (Meloidogyne spp.), os quais são altamente prejudiciais e afetam significativamente a cultura. Compreender os mecanismos pelos quais esses nematoides são atraídos e infectam as plantas hospedeiras é fundamental para o desenvolvimento de estratégias de controle eficazes. As rizobactérias promotoras de crescimento vegetal (RPCP) não apenas favorecem o desenvolvimento e o crescimento das plantas, mas também interferem na atração e no comportamento dos nematoides ao modificar os exsudatos radiculares, consolidando-se como uma abordagem eficaz no manejo do nematoide-das-galhas. A quimiotaxia desempenha papel crucial nesse processo, atuando como um mecanismo pelo qual os nematoides detectam sinais químicos e se orientam em direção às raízes das plantas. Bactérias do gênero Bacillus spp. vêm sendo amplamente estudadas devido à sua capacidade de interferir nesse processo, seja promovendo a repelência, seja dificultando o acesso dos nematoides às raízes. Dessa forma, objetivou-se avaliar o potencial de isolados de Bacillus spp. no controle de Meloidogyne incognita e na promoção do crescimento da alface, com foco na interação quimiotática e na influência desses microrganismos sobre o comportamento dos nematoides. Para isso, foram realizadas avaliações fitotécnicas, bioquímicas e microbiológicas, incluindo a densidade populacional de nematoides, o crescimento das plantas e a colonização radicular pelas rizobactérias. Os isolados de Bacillus spp. foram comparados a um controle comercial (BioMagno) e a um controle negativo (plantas inoculadas com Meloidogyne incognita, porém sem aplicação de rizobactérias). As avaliações das variáveis de desenvolvimento vegetal e do fator de reprodução dos nematoides foram realizadas aos 45 dias após a inoculação, permitindo compreender os efeitos das rizobactérias tanto no controle do fitopatógeno quanto na promoção do crescimento da alface. O experimento foi conduzido em duas épocas distintas, visando à confirmação dos resultados obtidos.