SELETIVIDADE DE HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES A CULTIVARES DE FEIJÃO-COMUM
Palavras-chave: fitotoxicidade; controle de plantas daninhas, Phaseolus vulgaris, tolerância diferencial
A cultura do feijão apresenta baixa disponibilidade de herbicidas registrados para aplicação em pré-emergência. Nesse contexto, objetivou-se avaliar a seletividade de diferentes herbi-cidas pré-emergentes em seis cultivares de feijão-comum. Foram conduzidos seis experi-mentos por safra, um para cada cultivar de feijão, no Centro de Desenvolvimento e Transfe-rência de Tecnologia (CDTT) da Universidade Federal de Lavras, em Ijaci, Minas Gerais, nas safras 2024/2025 e 2025/2026. O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados (DBC), com quatro repetições. Foram aplicados onze herbicidas em pré-emergência de maneira isolada ou associada, sendo (g i.a./ha): flumioxazina + piroxasulfona (80 + 120); flumioxazina + imazetapir (40 + 80); s-metolacloro + fomesafen (1294 + 284); flumioxazina + s-metolacloro (31,5 + 630); etoxissulfuron (24); flumioxazina (50); piroxa-sulfona (150); imazetapir (53); s-metolacloro (960); pendimetalina (910); linuron (450); além de duas testemunhas, com e sem capina mecânica. Seis genótipos de feijão-comum (Phaseolus vulgaris): IAC1849, IAC1850, IAC 2051, TAA Marhe, BRSMG Marte e FP 403 foram testados. Cada parcela correspondeu a cinco linhas de seis metros espaçadas em 0,6 m, sendo a unidade experimental as três linhas centrais. Aos 7, 14, 21 e 28 dias após a apli-cação (DAA) foram realizadas avaliações visuais de fitotoxicidade e controle de plantas da-ninhas na área útil da parcela. Antes de iniciar a colheita foi avaliada a população final de plantas de feijão, bem como altura de planta, número de vagens por planta (NVP) e número de grãos por vagem (NGV). Após a colheita do feijão foram avaliados o peso de 1000 grãos e a produtividade, sendo corrigida a umidade para 13%. Os dados foram submetidos à análi-se de variância (ANOVA). Quando constatado efeito significativo, as médias dos tratamen-tos herbicidas foram agrupadas pelo teste de Scott-Knott a 5% de significância, enquanto as médias referentes às safras foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de significância.