Desempenho produtivo e qualidade de bulbos de cultivares de alho em resposta à inoculação com azospirillum brasilense
Allium sativum L., biofertilizante, agricultura sustentável, bactérias promotoras de crescimento
O alho (Allium sativum L.) é uma cultura de grande importância socioeconômica e gera renda para pequenos, médios e grandes produtores, é muito usado como condimento essencial na dieta brasileira e mundial, presente em praticamente todos os pratos típicos, possui também propriedades medicinais comprovadas, como ação antimicrobiana e benefícios cardiovasculares. A produção mundial ultrapassa 14 milhões de toneladas, e a China se destaque como maior produtor. No Brasil, a produção de alho no ano 2024 foi de 173 mil toneladas contra 185 mil toneladas de 2023, uma queda de 6,5%, com produtividade média de 13,4 t/ha. O alho brasileiro tem enfrentado forte concorrência do alho importado, especialmente da China, o que torna a competitividade e a qualidade dos bulbos fatores estratégicos para o setor. Um dos principais custos de produção é a dependência de fertilizantes nitrogenados, justificando pesquisas sobre alternativas sustentáveis como a inoculação com bactérias fixadoras de nitrogênio (Azospirillum brasilense). O estudo teve como objetivo avaliar o desempenho produtivo e a qualidade de bulbos de cultivares de alho em resposta à inoculação com Azospirillum brasilense (AB 5 e AB 6) em diferentes épocas de aplicação. O experimentou adotou o delineamento em blocos incompletos desbalanceados (DBID), composto por 48 tratamentos, resultantes da combinação de quatro fatores: quatro genótipos de alho (Ito, Chonan, Quitéria e Amarante), três épocas de aplicação (no plantio, entre 15 dias e entre 30 dias), duas doses de nitrogênio (100% e 50% da recomendação total) e duas condições de inoculação (com e sem Azospirillum brasilense). Avaliou-se o número de bulbos em classes, peso dos bulbos, número de folhas, massas frescas e seca de raízes, massas frescas e seca dos bulbos, produtividade e analisou-se a influência dos fatores estudando no preço do mercado. Os resultados demonstraram que a cultivar Chonan foi a mais produtiva quando analisada isoladamente e apresentou maior potencial produtivo quando combinada com Azospirillum brasilene aplicada no intervalo de 15 dias. A bactéria não influenciou o aumento do diâmetro dos bulbos, da massa seca e fresca dos bulbos e raízes bem como no número de folhas, aumentou significativamente a produtividade e teve maior eficiência ao ser aplicada no intervalo de 15 dias. e a cultivar Chonan apresentou maior diâmetro (52 mm). A cultivar Amarantes, quando combinada com 100% da adubação nitrogenada, proporcionou maior produção de bulbos da classe A, enquanto a cultivar Chonan, associada à bactéria, apresentou maior potencial produtivo de bulbos da classe B. Para a classe C, não houve influência da bactéria nem do componente genético para a sua produção.