PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO Versão em Inglês Versão em Espanhol Versão em Francês

Telefone/Ramal: (35) 3829-1446
E-mail: fcsa.posgraduacao@ufla.br
Notícias

Banca de QUALIFICAÇÃO: ANA PAULA SILVA DOS SANTOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA PAULA SILVA DOS SANTOS
DATA: 24/06/2026
HORA: 14:00
LOCAL: google meet
TÍTULO:

A EMERGÊNCIA DE UNIDADES DE MOBILIZAÇÃO NA RESISTÊNCIA À MINERAÇÃO DE TERRAS RARAS NO SUL DE MINAS GERAIS: UMA ANÁLISE A PARTIR DA CARTOGRAFIA SOCIAL


PALAVRAS-CHAVES:

Neoextrativismo; Terras Raras; Unidade de Mobilização; Cartografia Social; Poços de Caldas


PÁGINAS: 55
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Administração
RESUMO:

O avanço da fronteira neoextrativista no Sul Global, impulsionado pelo Consenso das Commodities (Svampa, 2019), tem ampliado as disputas territoriais. No caso do Brasil, este avanço ganha novas dimensões pela mineração de Terras Raras (TRs), especialmente na geopolítica atual. Neste cenário, a região de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, encontra-se em tensão com a possibilidade de megaprojetos de mineração de TRs. À luz da lente da Colonialidade da Natureza, percebe-se que o avanço da mineração possui raízes históricas desde a invasão do Sul Global e reverbera nos dias atuais na legitimação da exploração da Natureza (pessoas, territórios e meio ambiente). Diante disso, grupos e indivíduos se mobilizam em ações diversas buscando resistir à mineração, defendendo o território e as múltiplas formas de vida e de viver que nele habitam. A união destes indivíduos pode formar uma Unidade de Mobilização (Almeida, 2004) que, unidos por laços de solidariedade e por objetivos comuns, vislumbram práticas organizativas que buscam transformações via mobilização dessas unidades frente ao poder hegemônico. Desta forma, o objetivo deste trabalho é compreender como uma Unidade de Mobilização pode atuar como resistência à mineração de TRs em Poços de Caldas, investigando o processo de expansão do neoextrativismo, as singularidades das TRs, os conflitos gerados e a articulação dos atores contrários à mineração. Para tanto, utiliza-se da Cartografia Social já que esta emerge como uma prática metodológica capaz de detalhar a vida da população local em seu próprio território e as relações a partir dele, o que vai ao encontro da análise de um contexto de mobilização crítica e política em meio aos conflitos territoriais e geopolíticos. A tese pretende contribuir ao dar protagonismo aos movimentos de resistência que, a partir da perspectiva decolonial, são historicamente oprimidos e marginalizados.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - VIVIANE SANTOS PEREIRA - DAE/FCSA (Suplente)
Externo ao Programa - PATRICIA APARECIDA FERREIRA - DAE/FCSA (Membro)
Externo à Instituição - JUSSARA JÉSSICA PEREIRA - UFMG (Membro)
Presidente - FLAVIA LUCIANA NAVES MAFRA (Membro)
Externo à Instituição - CAROLINA MACHADO SARAIVA - UFOP (Membro)
Notícia cadastrada em: 10/06/2026 18:04
SIGAA | DGTI - Diretoria de Gestão de Tecnologia da Informação - Contatos (abre nova janela): https://ufla.br/contato | © UFLA | appserver3.srv3inst1 24/06/2026 09:47