TELETRABALHO E QUALIDADE DE VIDA DOS SERVIDORES DE UMA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE ENSINO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Teletrabalho, qualidade de vida, administração pública
Este estudo trata do teletrabalho na qualidade de vida dos servidores de uma Superintendência Regional de Ensino do Estado de Minas Gerais. A investigação busca entender como se situa a qualidade de vida dos servidores de uma Superintendência Regional de Ensino do Estado de Minas Gerais no desenvolvimento do teletrabalho. O objetivo geral é analisar a qualidade de vida dos servidores de uma Superintendência Regional de Ensino do Estado de Minas Gerais no desenvolvimento do teletrabalho. Os objetivos específicos são: a) Caracterizar o teletrabalho no contexto de uma S.R.E do Estado de Minas Gerais; b) Descrever as percepções dos servidores referentes à qualidade de vida no teletrabalho na S.R.E do Estado de Minas Gerais; c) Produzir um diagnóstico de qualidade de vida no teletrabalho dos servidores de uma Superintendência Regional de Ensino do Estado de Minas Gerais; d) Sistematizar, no formato de relatório técnico, o diagnóstico sobre qualidade de vida no teletrabalho dos servidores de uma Superintendência Regional de Ensino do Estado de Minas Gerais. Trata-se de uma pesquisa de natureza quali-quantitativa, de cunho descritivo, desenvolvida por meio de estudo de caso, com a utilização de análise documental, aplicação de questionários e realização de entrevista semiestruturada com informantes chaves. A análise dos dados fundamentou-se na técnica de análise de conteúdo e triangulação de informações, estruturadas a partir de sete dimensões analíticas do teletrabalho: Ambiente físico do teletrabalho; Relação do teletrabalho com a vida familiar; Relações profissionais no teletrabalho; Uso de tecnologias digitais no teletrabalho; Organização das atividades no teletrabalho; Desgastes provenientes do teletrabalho e Suporte institucional para o teletrabalho. Os resultados evidenciam uma percepção predominantemente positiva da QVT, associada à flexibilidade de horários, à autonomia na organização do trabalho, à ausência de deslocamento e à melhoria na conciliação entre vida profissional e pessoal. Contudo, também foram identificados desafios relevantes, como a intensificação do trabalho, a dificuldade de delimitação da jornada e fragilidades no suporte institucional, especialmente no que se refere ao apoio psicossocial e à provisão de recursos. Conclui-se que o teletrabalho configura-se como uma modalidade diretamente relacionada à capacidade do Estado de equilibrar autonomia e suporte, flexibilidade e regulação, bem como inovação e controle, cujos efeitos sobre a qualidade de vida dependem do equilíbrio entre demandas, recursos e suporte organizacional, sendo fundamental o fortalecimento de políticas institucionais que assegurem condições adequadas para sua implementação no setor público.