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Notícias

Banca de DEFESA: FERNANDO MAGNUN CORRÊA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FERNANDO MAGNUN CORRÊA
DATA: 29/05/2026
HORA: 14:00
LOCAL: https://meet.google.com/ydo-oqwy-tgv
TÍTULO:

DO CURRÍCULO PRESCRITO AO VIVIDO: UMA ANÁLISE DA IMPLEMENTAÇÃO DO CRMG DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO MINEIRO


PALAVRAS-CHAVES:

Ensino de Filosofia. Base Nacional Comum Curricular. Currículo Referência de Minas Gerais. Pedagogia do Conceito. Ensino Médio.


PÁGINAS: 90
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO:

Esta dissertação, estruturada na modalidade de três artigos, investiga as implicações das recentes políticas curriculares — notadamente o Novo Ensino Médio (Lei nº 13.415/2017), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG) — para o ensino de Filosofia. O objetivo é analisar como a hegemonia da abordagem por competências e habilidades tensiona a especificidade epistemológica da disciplina, materializando-se no percurso histórico-legislativo, nos materiais pedagógicos oficiais e na produção acadêmica contemporânea. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa e articula três eixos investigativos. O primeiro artigo realiza um resgate histórico da trajetória da Filosofia no Ensino Médio brasileiro e na realidade mineira, evidenciando um padrão de instabilidade que culmina na atual fragilização e restrição de sua obrigatoriedade pelas normativas recentes. O segundo artigo, de caráter documental e ancorado teoricamente na "pedagogia do conceito" de Sílvio Gallo, examina os Cadernos MAPA, material de apoio da rede estadual de Minas Gerais. Os resultados demonstram que a lógica instrumental imposta pela BNCC privilegia habilidades genéricas e fragiliza os movimentos pedagógicos de investigação e conceituação, etapas essenciais ao ato de filosofar. O terceiro artigo corrobora esse diagnóstico empírico por meio de uma revisão sistemática de literatura no Portal de Periódicos CAPES (2017-2026). O levantamento revela que a comunidade acadêmica denuncia a secundarização da disciplina, sua diluição na área de Ciências Humanas e o esvaziamento de sua função formativa, apontando ainda para a escassez de pesquisas que articulem teoria e prática escolar. A síntese dos estudos conclui que o ensino de Filosofia, no cenário atual, não sofre uma eliminação formal, mas uma neutralização de sua potência criadora e crítica. Diante desse diagnóstico, a dissertação defende a tese de que a mediação pedagógica do professor assume um papel decisivo e de resistência epistemológica, cabendo a ele a tarefa de ressignificar as diretrizes e os materiais didáticos oficiais para preservar a Filosofia como um rigoroso exercício de pensamento autônomo e de criação de conceitos.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - SILVIA MARIA DE CONTALDO - FAJE (Membro)
Interno - PAULO HENRIQUE ARCAS (Suplente)
Externo à Instituição - LIGIA VALENTE DE SÁ GARCIA - IFRJ (Suplente)
Interno - JOSE ANTONIO ARAUJO ANDRADE (Membro)
Presidente - JEFFERSON ADRIANO NEVES (Membro)
Notícia cadastrada em: 08/05/2026 14:18
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