ARQUEOLOGIA DAS SENSIBILIDADES E MEMÓRIAS ESCOLARES: UM ESTUDO DE HISTÓRIA ORAL COM IDOSAS DA VILA VICENTINA DE LAVRAS (MG)
memória; culturas escolares; formação docente; história oral; senescência.
Desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Educação, a presente dissertação investiga o fenômeno das culturas escolares sob o prisma de uma arqueologia das sensibilidades e da hermenêutica da lembrança. Centrada no horizonte de historicidade de idosas residentes na Vila Vicentina de Lavras (MG), a pesquisa objetiva compreender de que maneira as reminiscências da senescência tensionam e ressignificam os modelos pedagógicos contemporâneos. Ao problematizar o epistemicídio geracional e a invisibilidade da velhice na formação docente, o estudo erige a memória como território de insurgência e de reparação histórica contra a lógica do tempo produtivista. Ancorada epistemicamente na fenomenologia da escuta e no conceito de Autoridade Compartilhada, a investigação mobiliza a História Oral de Vida para decifrar as trajetórias biográficas de três colaboradoras, codificadas sob a matriz mineralógica como Quartzo, Turmalina e Ametista, elegendo o "Baú de Memórias" como dispositivo heurístico e mediador de subjetividades. Os resultados revelam que as narrativas dessas mulheres desvelam pedagogias da resistência e saberes silenciados pela historiografia oficial. Por conseguinte, apresenta-se como produto final o e-book interativo "São Vicente tem Memória", um artefato tecno-biográfico voltado à desalgoritmização da práxis pedagógica e ao reconhecimento da ancestralidade como fundamento ético e curricular.