AVALIAÇÕES EXTERNAS E SUAS IMPLICAÇÕES NA EDUCAÇÃO ESPECIAL: O CASO DO SIMAVE
Avaliação externa; Avaliação em Larga Escola; SIMAVE; Educação Especial.
A avaliação externa em larga escala tem se destacado nas políticas educacionais brasileiras desde as reformas estatais dos anos 1990. Essas avaliações têm como foco principal o desempenho dos alunos em testes cognitivos, como forma de mensurar a qualidade da educação e promover a competição e o sucesso individual. No entanto, Souza (2018) aponta que as avaliações externas não têm contemplado adequadamente os alunos público da Educação Especial, conforme prevê a legislação, devido à falta de adaptações necessárias para inclusão desses alunos no processo avaliativo. A Educação Especial abrange estudantes com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Altas Habilidades/Superdotação, sendo oferecida preferencialmente na rede regular de ensino. Estudos indicam que a padronização das avaliações em larga escala entra em conflito com o princípio da diversidade e inclusão, o que levanta questões sobre a equidade e eficácia desses instrumentos para todos os estudantes. A pesquisa se propõe investigar como ocorre a participação dos alunos público da Educação Especial nas avaliações externas do Sistema Mineiro de Avaliação e Equidade da Educação Pública (SIMAVE) em Minas Gerais, considerando as lacunas na adaptação dos instrumentos e na capacitação dos profissionais. Para isso, será conduzida uma pesquisa qualitativa em quatro etapas: pesquisa bibliográfica e documental para embasar teoricamente o estudo; pesquisa de campo com entrevistas aos diferentes grupos participantes do processo: equipe gestora e pedagógica, professores de apoio à linguagens, comunicação e tecnologias assistivas, profissionais envolvidos diretamente com a política pública e pesquisadores da área; a análise e interpretação dos dados coletados, utilizando a análise de conteúdo para extrair insights significativos. Como produto educacional será produzido um documento orientador com estratégias diferenciadas para aplicação e correção das avaliações, levando em conta as necessidades específicas dos alunos da Educação Especial. A pesquisa visa não apenas gerar conhecimento acadêmico, mas também influenciar políticas públicas e práticas educacionais mais inclusivas e eficazes.