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Banca de DEFESA: MOISÉS PASCOAL LUCIANO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MOISÉS PASCOAL LUCIANO
DATA: 12/02/2026
HORA: 13:00
LOCAL: Google Meet - sala virtual
TÍTULO:

O PAPEL DA GESTÃO ESCOLAR NA CONSTRUÇÃO DE INDICADORES DE UMA ESCOLA ACOLHEDORA 


PALAVRAS-CHAVES:

Acolhimento. Gestão democrática. Indicadores. Autonomia. Alteridade. Paulo Freire. Martin Buber. Emanuel Lévinas.


PÁGINAS: 185
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Administração Educacional
RESUMO:

Em um contexto de relações cada vez mais fluidas, rápidas e superficiais, fenômeno intensificado pela pandemia da COVID-19, o acolhimento escolar emerge como elemento essencial para promover aprendizagens significativas, garantir o bem-estar dos estudantes e sustentar processos educativos mais humanos e equitativos. A fragilização dos vínculos sociais e a intensificação de vulnerabilidades emocionais e socioeconômicas entre crianças e jovens demandam que as instituições de ensino assumam papel ativo na construção de ambientes seguros, integradores e sensíveis às necessidades da comunidade escolar. Nesse cenário, compreender como a gestão escolar atua na criação de práticas e políticas de acolhimento torna-se fundamental para qualificar o clima institucional, favorecer a permanência e fortalecer a confiança dos estudantes na escola pública. Assim, esta dissertação buscou investigar como estudantes da rede pública do Estado de Minas Gerais percebem a atuação da gestão escolar na construção de indicadores de acolhimento, considerando que a percepção discente constitui fonte legítima de avaliação e pode orientar processos de tomada de decisão. Sabe-se que o bom desempenho da gestão escolar é fundamental para ressignificar o ambiente educacional como um espaço acolhedor, impactando positivamente todos os atores nele envolvidos. Sua relevância é garantida pela Constituição Federal (CF), pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e pelo Plano Nacional de Educação (PNE) que asseguram a gestão democrática como elemento vital para a democratização do ensino. Os objetivos específicos incluem: revisão bibliográfica voltada à identificação de estudos, conceitos e práticas relacionadas ao acolhimento, à gestão democrática e às abordagens éticas do relacionamento educacional, fundamentando-se em referenciais que concebem a educação como encontro dialógico e espaço de responsabilidade mútua; análise da percepção dos estudantes relacionadas ao acolhimento, tais como rotinas institucionais, comunicação, participação, mediação de conflitos e promoção de bem-estar emocional. Como produto educacional derivado da pesquisa, elaborou-se um e-book composto por narrativas pedagógicas que representam diferentes realidades de estudantes, com foco em estratégias de acolhimento que promovam inclusão, pertencimento e a valorização da diversidade no ambiente escolar. Uma escola acolhedora valoriza o bem-estar dos estudantes, promovendo comprometimento, participação e sucesso educacional. A percepção dos estudantes pode colaborar para aprimorar o trabalho da gestão, tornando o ambiente mais democrático, seguro e inclusivo. A gestão escolar envolve toda a equipe, não apenas o diretor, e deve acolher a diversidade e promover a equidade entre todos os seus integrantes. A metodologia adotada tomou-se como base as contribuições de perspectivas humanistas e éticas que sustentam a centralidade das relações na formação, articulando diálogo, autonomia, alteridade e cuidado como princípios estruturantes das práticas educativas. A filosofia do “Eu–Tu”, de Martin Buber (2017), e a pedagogia da autonomia, de Paulo Freire (2023), constituem referenciais essenciais para compreender o acolhimento como prática dialógica e humanizadora no contexto escolar. A esses aportes soma-se a filosofia da alteridade e a ética do cuidado em Emmanuel Lévinas (2019), cuja centralidade recai na responsabilidade incondicional pelo outro e no reconhecimento de sua singularidade irredutível. Em conjunto, tais perspectivas reforçam que as relações educativas não se limitam à transmissão de conteúdos, mas configuram encontros éticos nos quais cada sujeito é convocado a reconhecer, acolher e responder à presença do outro. Assim, a escola pública deve assumir o compromisso de promover uma educação de qualidade, equitativa e sensível às diferenças, criando condições para que cada estudante seja valorizado em sua singularidade e preparado para o exercício pleno da cidadania e do trabalho, em consonância com princípios de justiça social e responsabilidade ética.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - FÁBIO CAPUTO DALPRA - IFSM (Membro)
Externo à Instituição - LENISE TEIXEIRA DE SOUSA - PUC - RJ (Suplente)
Interno - BETHANIA BITTENCOURT COSTA E SILVA (Suplente)
Interno - CARLOS BETLINSKI (Membro)
Presidente - GIOVANNA RODRIGUES CABRAL (Membro)
Notícia cadastrada em: 06/02/2026 11:42
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