PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA Versão em Inglês Versão em Espanhol Versão em Francês

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Notícias

Banca de DEFESA: CINTHIA LANE DIAS RIBEIRO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CINTHIA LANE DIAS RIBEIRO
DATA: 23/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala Virtual do Google Meet
TÍTULO:

MATEMÁTICA E LETRAMENTO RACIAL: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA DECOLONIAL PARA O ENSINO FUNDAMENTAL


PALAVRAS-CHAVES:

Educação Matemática, Decolonialidade, Letramento Racial.


PÁGINAS: 150
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO:

Nesta dissertação, discutimos os desafios e as possibilidades para a implementação de práticas pedagógicas decoloniais no ensino de Matemática, articuladas à Educação para as Relações Étnico-Raciais, em conformidade com a Lei nº 10.639, de 2003, que altera a Lei nº 9.394, de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), tornando obrigatório o ensino da História e da Cultura Africana e Afro-Brasileira na educação básica, em escolas públicas e privadas. Dialogamos sobre caminhos possíveis para a superação de um currículo escolar estruturado a partir de bases hegemônicas e coloniais, por meio da valorização das culturas africanas e de suas contribuições para a humanidade. A questão de pesquisa apresentada foi: como uma prática pedagógica decolonial, fundamentada no reconhecimento das contribuições africanas ao desenvolvimento da Matemática, pode contribuir para o letramento racial de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental.O estudo foi desenvolvido em três etapas: inicialmente, realizou-se uma revisão bibliográfica acerca das contribuições matemáticas de diferentes civilizações africanas; em seguida, elaborou-se um produto educacional, composto por um livro infantojuvenil, O Livro de Kemet, e um guia para docentes; por fim, o material foi implementado e analisado em uma turma do 7º ano de uma escola pública localizada no interior de Minas Gerais. A pesquisa, de abordagem qualitativa, e escrita na perspectiva da escrevivência, utilizou como instrumentos de produção de dados questionários, diário de campo e gravações de aulas. A análise dos dados possibilitou a emergência de três categorias temáticas: Sentidos, práticas e aprendizagens em Matemática; Identidade racial e representatividade; e Afetos, diálogos e práticas decoloniais. Os resultados evidenciam um movimento de aproximação das e dos estudantes com a Matemática como ciência também desenvolvida pelas culturas africanas. Apesar do estranhamento inicial, o grupo demonstrou apropriação crítica da proposta, reconhecendo a possibilidade de aprender a disciplina por meio de abordagens diversas das tradicionalmente trabalhadas. Os achados reforçam que a inserção de uma perspectiva decolonial e antirracista na Educação Matemática pode contribuir para o processo letramento racial de nossas e nossos estudantes.

 



MEMBROS DA BANCA:
Presidente - AMANDA CASTRO OLIVEIRA (Membro)
Interno - ROSANA MARIA MENDES (Membro)
Externo à Instituição - Manuella Heloisa de Souza Carrijo - USP (Membro)
Interno - JEFFERSON ADRIANO NEVES (Suplente)
Externo à Instituição - EVERALDO GOMES LEANDRO - IFSP (Suplente)
Notícia cadastrada em: 08/03/2026 08:46
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