FUNÇÕES ORGÂNICAS E COSMÉTICOS: APROPRIAÇÕES CONCEITUAIS DE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO EM UMA SEQUÊNCIA DE AULAS
química orgânica, educação básica, contextualização, ensino e aprendizagem, estratégias diversificadas.
A utilização de uma sequência de aulas contextualizada no ensino médio visa não apenas melhorar a experiência educacional em química, mas também transformar o ambiente de aprendizagem em algo mais envolvente e dinâmico (Coelho; Lima, 2020). Ao organizar as aulas em torno de temas próximos à realidade dos estudantes, como os cosméticos, busca-se atrair a atenção dos alunos e promover uma participação mais ativa e comprometida nas atividades. Essa abordagem pode tornar os processos de ensino e aprendizagem mais significativos e prazerosos, além de favorecer a construção do conhecimento de maneira mais acessível, ao relacionar os conteúdos científicos a situações concretas do cotidiano (Coelho; Lima, 2020). Nesse contexto foram elaborados dois produtos educacionais: a sequência de aulas intitulada “Do frasco à fórmula: uma sequência para revisão das funções orgânicas presentes em cosméticos” e o jogo didático “Beleza Fatal: o último toque - um desafio sobre funções orgânicas e cosméticos”. Ambos foram aplicados a estudantes do 3º ano do ensino médio em tempo integral de uma escola pública estadual da região metropolitana de Belo Horizonte/MG, constituindo o campo empírico da investigação. A pesquisa foi orientada pela seguinte questão: que apropriações conceituais sobre funções orgânicas estudantes do 3º ano do ensino médio manifestam ao longo de uma sequência de aulas envolvendo o tema cosméticos? Como objetivos específicos buscou-se: identificar e analisar as compreensões conceituais dos estudantes sobre funções orgânicas; identificar equívocos conceituais apresentados; verificar os entendimentos dos estudantes sobre cosméticos e se são capazes de relacionar as funções orgânicas; relacionar as estratégias de ensino utilizadas durante as aulas com as apropriações conceituais manifestadas. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa. Os dados foram construídos durante a aplicação da sequência de aulas, que incluiu atividades como questionários, elaboração de mapas mentais, produção de fanzines, modelagem tridimensional e gravação das aulas. A análise foi realizada com base na técnica de análise de conteúdo (Bardin, 1977). Os resultados indicam que a abordagem contextualizada, tendo os cosméticos como tema central, favoreceu o engajamento dos estudantes e ampliou as possibilidades de compreensão sobre funções orgânicas. As atividades desenvolvidas: mapas mentais, modelagens tridimensionais, produção de fanzines e jogo, contribuíram para a mobilização de saberes prévios e para a construção de relações conceituais. Constatou-se que a proposta didática possibilitou a aproximação entre conteúdos científicos e situações do cotidiano, favorecendo aprendizagens significativas. Dessa forma, a sequência de aulas e o jogo elaborados configuram-se como alternativas pedagógicas pertinentes, passíveis de adaptação e utilização em diferentes contextos educacionais, reafirmando o potencial da
contextualização como abordagem para o ensino de química.