PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA Versão em Inglês Versão em Espanhol Versão em Francês

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Notícias

Banca de DEFESA: ÁGATA CAROLINA NASCIMENTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ÁGATA CAROLINA NASCIMENTO
DATA: 23/09/2026
HORA: 09:00
LOCAL: google meet
TÍTULO:

O céu ancestral: integrando saberes dos povos originários no Ensino Médio através da origem das constelações nos mitos indígenas


PALAVRAS-CHAVES:

Astronomia Indígena, Astronomia Cultural, Ensino de Astronomia , Educação Antirracista, Preconceito, Ensino de Ciências 


PÁGINAS: 105
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Tópicos Específicos de Educação
RESUMO:

Esta pesquisa de mestrado investiga a integração da Astronomia Indígena no ensino médio como estratégia para promover a diversidade epistêmica no ensino de ciências, valorizar os saberes dos povos originários e contribuir para uma educação antirracista. O objetivo foi desenvolver e implementar uma sequência didática fundamentada em narrativas da mitologia guarani sobre a origem das constelações, analisando as concepções dos estudantes acerca da ciência e dos conhecimentos indígenas, bem como possíveis mudanças em suas perspectivas ao longo da intervenção. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, utilizando questionários, produções escritas, releituras artísticas e diários reflexivos da professora-pesquisadora como instrumentos de coleta de dados, analisados por meio de categorização simples. Os resultados indicam que a sequência didática promoveu mudanças nas concepções dos estudantes. No diagnóstico inicial, predominavam visões neutras ou ingênuas acerca da Natureza da Ciência e dos saberes indígenas, enquanto, ao final da intervenção, observou-se uma predominância de concepções alinhadas à valorização da diversidade epistêmica. Os estudantes passaram a reconhecer os conhecimentos astronômicos indígenas como formas legítimas de produção de conhecimento, identificando processos históricos de invisibilização e preconceito epistêmico e demonstrando maior compreensão das relações entre ciência, cultura e sociedade. A utilização de narrativas mitológicas, da observação do céu com o software Stellarium, de atividades artísticas e de debates sobre racismo estrutural e epistemicídio mostrou-se especialmente relevante para favorecer esse processo de reflexão crítica. Conclui-se que a integração da Astronomia Indígena ao ensino de ciências constitui uma estratégia pedagógica viável para ampliar a compreensão da ciência, promover a valorização da diversidade cultural e epistemológica e fortalecer práticas de educação antirracista na educação básica.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - VITOR FABRICIO MACHADO SOUZA - UFPR (Suplente)
Externo à Instituição - THAÍS CYRINO DE MELLO FORATO - UNIFESP (Membro)
Interno - LEONARDO GONCALVES LAGO (Membro)
Externo à Instituição - IVÃ GURGEL - USP (Suplente)
Interno - FABIO MARINELI (Suplente)
Presidente - ALEXANDRE BAGDONAS HENRIQUE (Membro)
Notícia cadastrada em: 08/09/2026 11:20
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