Efeito de doses de Bacillus subtilis sobre o desempenho, digestibilidade de
nutrientes e a permeabilidade do trato digestivo de vacas leiteiras
aditivos alimentares, bactérias, probiótico, rumen.
Probióticos são microrganismos vivos que, em doses adequadas, conferem benefícios à
saúde do hospedeiro, como a modulação da microbiota intestinal, a melhora da
digestibilidade e o fortalecimento da resposta imune. Na nutrição animal, probióticos
contribuem para o bem-estar e o desempenho produtivo, reduzindo a incidência de
patógenos e otimizando a absorção de nutrientes. Desde o final da década de 1980,
cepas do gênero Bacillus, especialmente Bacillus subtilis, têm se destacado na
alimentação animal devido à sua resistência ambiental e eficácia no controle de
microrganismos patogênicos. As bactérias do gênero Bacillus são Gram-positivas,
formadoras de esporos e apresentam alta resistência a condições adversas, como calor
e variações de pH, o que permite sua sobrevivência no trato gastrointestinal e
colonização intestinal. Sua estabilidade durante o armazenamento e transporte
representa vantagem significativa para formulações comerciais. Assim, objetivou-se
avaliar os efeitos de diferentes doses de B. subtilis sobre o desempenho produtivo,
saúde ruminal e permeabilidade intestinal de vacas leiteiras Holandesas, visando
otimizar estratégias nutricionais para alta produção. Dezoito vacas Holandesas
(produção média de 40 ± 5,0 kg leite/dia, 140 ± 46 dias em lactação, peso corporal de
574 ± 70 kg) foram distribuídas em delineamento quadrado latino 3 × 3, com três períodos
de 28 dias, sendo 21 de adaptação. Os tratamentos consistiram em doses de B. subtilis:
Controle (0 g), D6 (6 g/vaca/dia) e D12 (12 g/vaca/dia), administradas via top dress na
dieta total (TMR). A dieta foi formulada conforme as recomendações do NASEM (2021),
com coleta de amostras de ingredientes e sobras para análise de matéria seca (MS),
proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN) e amido. O consumo de matéria
seca (CMS) foi monitorado por pesagem da dieta oferecida e sobras diariamente, sendo
o período de mensuração de consumo e coleta dos ingredientes realizado entre os dias
22 e 28 de cada período experimental. As vacas, alojadas em estábulo tipo tie stall, foram
ordenhadas três vezes ao dia durante o período experimental. Amostras de leite foram
coletadas entre os dias 21 e 28 para análise de composição (gordura, proteína, lactose
e ureia-N), energia e contagem de células somáticas (CCS). Foi realizada coleta total de
fezes e urina (dias 22 a 24) para determinação da digestibilidade e estimativa da
produção microbiana ruminal por meio da excreção de alantoína urinária. O pH fecal,
lactato, amido fecal e microbioma serão analisados em amostras coletadas entre os dias
24 e 28. Para avaliação da permeabilidade intestinal, foi realizada, no dia 28, infusão
ruminal de Cr-EDTA, sendo determinada a área sob a curva (AUC) das amostras de
sangue coletadas nessa data. O comportamento de ruminação foi monitorado por
acelerômetros (CowMed Santa Maria®). Os dados serão analisados pelo procedimento
PROC MIXED do software SAS, com comparação de médias pelo teste de Tukey (P <
0,10). Espera-se elucidar as implicações da administração desse probiótico na
alimentação de vacas leiteiras e seus efeitos sobre a permeabilidade intestinal.