COMPARAÇÃO DE TEOR DE CARBONO NO SOLO EM DIFERENTES SISTEMAS PRODUTIVOS NO BIOMA CERRADO: RECUPERAÇÃO DE PASTAGENS DEGRADADAS E INTEGRAÇÃO PECUÁRIA FLORESTA
recuperação de pastagem; carbono; integração pecuária-floresta.
O cerrado brasileiro é destaque na produção de grãos e criação de bovinos, para chegar no nível atual de intensificação dos cultivos foram necessárias algumas mudanças no uso da terra, que resultaram em significativas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no Brasil. Frente a isso, tecnologias como a Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD) e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) são estratégias promissoras para mitigar essas emissões e melhorar a produtividade. O estudo propôs estimar e comparar o teor de carbono no solo entre diferentes sistemas produtivos (pastagens recuperadas, degradadas, integração pecuária-floresta e floresta adensada), além de verificar fatores que impactam no acúmulo de carbono. No estudo foram colhidas amostras deformadas de solo de cerca de 2880 hectares, nas profundidades de 0 a 0.20 m e 0,20 a 0,40 m, totalizando 278 amostras coletadas. Após emissão dos laudos, foi estimado o teor de carbono a partir da matéria orgânica presente na amostra, em seguida foi verificada a correlação do teor de carbono com a textura de solo e saturação de bases. Foi verificada a correlação significante e positiva entre teor de carbono e textura de solo e saturação de bases, sendo o primeiro mais importante. Deste modo, foi perceptível que solos mais argilosos tendem a acumular mais carbono, assim como solos com melhor condição química, ou seja maior saturação de bases. Ademais, para a profundidade do estudo, os sistemas de produção não apresentaram grande influência no teor de carbono no solo, de modo que o manejo de solo pode apresentar maior significância para camadas mais superficiais, onde a maior parte da matéria orgânica está acondicionada.