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Banca de DEFESA: BEATRIZ SOUZA E SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BEATRIZ SOUZA E SILVA
DATA: 24/07/2023
HORA: 13:00
LOCAL: Desesa on line
TÍTULO:

EFEITO DO PRÉ-TRATAMENTO NA EXTRAÇÃO SEQUENCIAL DA POLPA DE PEQUI (Caryocar Brasiliense Camb)


PALAVRAS-CHAVES:

Pequi,  compostos bioativos, extração, solvente verdes


PÁGINAS: 2
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Ciência e Tecnologia de Alimentos
SUBÁREA: Engenharia de Alimentos
RESUMO:

O pequi (Caryocar Brasiliense Camb) sendo conhecido como o “ouro” ou “rei” do cerrado reforça o potencial de geração de renda para a população local através do elevado valor nutricional que possui, sendo conhecido principalmente pelo alto teor de lipídios a capacidade antioxidante na polpa e semente, além do elevado teor de carotenoides evidenciados em diversos estudos. Entretanto, a presença de enzimas naturalmente presentes nesse fruto, como a lipase, peroxidase e polifenoloxidase, afeta de maneira negativa a efetividade na obtenção desses compostos bioativos.  Diante disso, a proposta deste projeto foi avaliar o melhor tratamento térmico para inativação das enzimas citadas na polpa do pequi, e posterior estudo da extração dos compostos bioativos utilizando como solvente o etanol, a acetona e sua mistura. Para isso, o mesocarpo interno do pequi sanitizado foi submetido a três tipos de pré-tratamentos: branqueamento a vapor; tratamento térmico em autoclave a 121°C durante 2, 5 e 7 minutos; branqueamento seguido de secagem em estufa de circulação de ar a 40ºC durante ± 72 horas. Selecionado o tratamento térmico que alcançou o maior efeito de inativação das enzimas, este foi aplicado como pré-tratamento da amostra úmida. Posteriormente, extraiu-se os compostos bioativos da polpa de pequi aplicando um fatorial 3x2, no qual se utilizou três tipos de solvente ou mistura: etanol, acetona e mistura de etanol+acetona (w/w 50%); e dois tipos de tratamento da matéria prima: úmida e desidratada (40 °C durante ±72 horas), sendo que a amostra úmida foi armazenada congelada e a desidratada sob refrigeração. A extração foi realizada na temperatura de 40°C a fim de evitar a degradação dos compostos de interesse e evitar a extração do óleo, sendo o objetivo obter uma fração rica de compostos bioativos da polpa do pequi, utilizando solventes verdes numa condição alta seletividade aos compostos bioativos. Determinou-se a capacidade antioxidante (DPPH e ABTS), o teor de carotenoides e compostos fenólicos do extrato, além da fração mássica de óleo e da água no extrato, para avaliar a seletividade da extração. Os resultados dos tratamentos térmicos mostraram promissores na inativação enzimática, sendo a autoclavagem por 2 minutos o tratamento mais efetivo e o que resultou na menor degradação dos compostos bioativos. Em relação a extração utilizando solventes verdes foi verificado que para os carotenoides e os compostos fenólicos, os maiores valores encontrados foram os extratos da polpa úmida obtidos com acetona, sendo 262,74 µg α-caroteno/100g amostra; 282,67 µg β -caroteno/100g amostra e 8,16 mg GAE/g amostra. Em relação aos compostos antioxidantes, pelo método DPPH, o menor EC50 avaliado (129,2072 mg/ml concentração efetiva) foi para os extratos das amostras secas, extraídos com acetona. Para o método ABTS o valor foi de 1005,57 μmol de Trolox/g de amostra para os extratos etanólicos úmidos.  


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - MONIQUE RENON ELLER - UFV (Suplente)
Externo à Instituição - MARIA CECÍLIA EVANGELISTA VASCONCELOS SCHIASSI - UFLA (Membro)
Presidente - FABIANA QUEIROZ (Membro)
Externo à Instituição - EDIMAR APARECIDA FILOMENO FONTES - UFV (Membro)
Externo ao Programa - CAROLINA VALERIANO DE CARVALHO - DNU/FCS (Suplente)

Notícia cadastrada em: 10/07/2023 09:25
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