FARMACOCINÉTICA DA PROGESTERONA EXÓGENA E SEUS EFEITOS NO TRATO REPRODUTOR DE ÉGUAS
Concentração hormonal, Hormônio exógeno, Útero.
A progesterona (P4) é fundamental para o estabelecimento e a manutenção da gestação e amplamente utilizada na preparação de éguas acíclicas como receptoras em programas de transferência de embriões (TE). Apesar do uso rotineiro, ainda são limitadas as informações sobre a farmacocinética (PK) e os efeitos da P4 exógena no trato reprodutivo equino, especialmente entre diferentes formulações. Assim, este estudo objetivou avaliar o perfil plasmático da P4 exógena em éguas e seus efeitos sobre o edema e o tônus uterinos. Inicialmente, foi avaliada a PK da progesterona injetável (P4i) nas doses de 900 mg e 1.500 mg. Em seguida, caracterizou-se o perfil PK da P4 administrada por implante vaginal (1g). Amostras sanguíneas seriadas foram coletadas para quantificação da P4 por UPLC-MS/MS e analisadas por método não compartimental pelo software PKanalix2024®️. Avaliações diárias do edema e do tônus uterinos também foram realizadas. O pico médio da P4 plasmática foi de 9,3 ng/mL em 3 h para a dose de 900 mg e de 21,7 ng/mL em 3,7 h para a dose de 1.500 mg. Considerando o limiar de 2,5 ng/mL para manutenção da gestação, a dose de 900 mg manteve-se acima até cerca de 10 h, enquanto a de 1.500 mg por mais de 216 h. O implante vaginal apresentou pico médio de 5,3 ng/mL em 3 h, mantendo níveis próximos a 2,5 ng/mL por até 72 h. O menor edema médio ocorreu em D9 para P4i e em D7 para o implante, enquanto o pico de tônus foi observado em D4 para todos os tratamentos. Conclui-se que o implante vaginal é indicado quando se deseja manutenção de P4 por curto período, com rápida redução após retirada, enquanto a P4i de 1.500 mg mantém níveis prolongados, podendo dificultar a ressincronização.