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Banca de DEFESA: JULIANA CRISTINA DOS REIS CANAAN

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JULIANA CRISTINA DOS REIS CANAAN
DATA: 30/03/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Sala de Seminários PPGCV
TÍTULO:

Impacto do treinamento aeróbico e resistido na qualidade óssea de regiões não submetidas diretamente à sobrecarga mecânica de animais com osteopenia induzida por ovariectomia: estudo em modelo de movimentação dentária


PALAVRAS-CHAVES:

estudo pré-clínico; deficiência estrogênica; exercício físico; doenças ósseas.


PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

O aumento da longevidade tem sido acompanhado por condições associadas ao déficit na síntese e secreção de hormônios sexuais, com potencial impacto sobre a homeostase e a integridade do tecido ósseo. A deterioração da microarquitetura óssea assim pode estar associada ao desenvolvimento de quadros de osteopenia e osteoporose. Nesse contexto, intervenções não farmacológicas, como o exercício físico, têm sido amplamente investigadas por sua capacidade de modular a remodelação óssea por meio de estímulos mecânicos. Embora os benefícios da atividade física sobre o tecido ósseo estejam bem estabelecidos, ainda persistem lacunas quanto aos seus efeitos em sítios ósseos distantes da sobrecarga mecânica direta. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar o impacto do treinamento aeróbio e do treinamento resistido sobre a qualidade do osso alveolar, uma região não diretamente submetida à sobrecarga mecânica, na ausência e na presença de movimentação dentária ortodôntica (MDO), em um modelo de osteopenia induzida em camundongos fêmeas ovariectomizadas (OVX). Sessenta e quatro camundongos fêmeas C57BL/6, OVX e SHAM, foram distribuídos em seis grupos experimentais (n=10-12/grupo): não treinado, treinamento resistido (escalada em escada com carga) e treinamento aeróbio (esteira). O protocolo de treinamento teve duração de oito semanas, e a movimentação dentária ortodôntica foi aplicada nos 14 dias finais, permitindo investigar a interação entre a adaptação sistêmica ao exercício e uma demanda local por remodelação óssea. No osso alveolar, foram realizadas análises da microarquitetura óssea e da movimentação dentária por microtomografia computadorizada (micro-CT), da expressão gênica de RUNX2, RANKL e OPG por qPCR; da quantificação de osteócitos em hematoxilina e eosina, osteoblastos em tricrômio de Masson e osteoclastos por coloração TRAP. Também foi avaliado o perfil inflamatório sistêmico por meio da razão entre os níveis séricos de IL-1β, IL-6, TNF-α e IL-10, determinados por ELISA, além de peso corporal e desempenho físico. Observou-se que ambas as modalidades de treinamento melhoraram os parâmetros ósseos em comparação aos grupos não treinados. O treinamento resistido promoveu maiores aumentos na densidade mineral óssea, no volume ósseo e na fração de volume ósseo, enquanto o treinamento aeróbio reduziu a separação trabecular (Tb.Sp) (p<0,05). A movimentação dentária ortodôntica foi significativamente atenuada por ambos os protocolos de treinamento, com maior redução no grupo aeróbio, ao passo que os animais OVX não treinados apresentaram o maior deslocamento dentário (p<0,05). Verificou-se aumento da expressão de RANKL e da razão RANKL/OPG nos animais OVX, particularmente sob movimentação dentária ortodôntica, enquanto o exercício elevou a expressão de OPG e atenuou o desequilíbrio pró-reabsortivo (p<0,05). Os animais OVX não treinados apresentaram maior número de osteoclastos e menor contagem de osteoblastos, enquanto ambos os protocolos de exercício reduziram a osteoclastogênese e aumentaram a atividade osteoblástica e a organização da matriz óssea (p<0,05). Além disso, os animais OVX exibiram perfil pró-inflamatório sistêmico, parcialmente atenuado pelo treinamento resistido, ao passo que o treinamento aeróbio aumentou a razão IL-6/IL-10. Os resultados demonstram que, no contexto da osteopenia decorrente da deficiência estrogênica, tanto o treinamento resistido quanto o aeróbio melhoram a qualidade do osso alveolar (uma região não submetida diretamente à sobrecarga mecânica), e reduzem a movimentação dentária ortodôntica. Esses achados reforçam a relevância do exercício físico como estratégia não farmacológica com potencial translacional para a preservação da saúde óssea craniofacial em humanos e animais, com possíveis implicações para o manejo de alterações periodontais e perda óssea alveolar em condições de hipoestrogenismo.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - RAFAEL NEODINI REMEDIO (Membro)
Presidente - LUCIANO JOSE PEREIRA (Membro)
Externo à Instituição - LEANDRO SILVA MARQUES - UFVJM (Membro)
Externo à Instituição - IVAM MOREIRA DE OLIVEIRA JÚNIOR - UNILAVRAS (Suplente)
Externo à Instituição - GRAZIELLE CAROLINE DA SILVA - UNILAVRAS (Membro)
Externo ao Programa - ERIC FRANCELINO ANDRADE - DEF/FCS (Membro)
Externo ao Programa - ALINE CARVALHO PEREIRA - DME/FCS (Suplente)
Notícia cadastrada em: 22/03/2026 14:46
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