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Banca de QUALIFICAÇÃO: EDUARDO ANDRE RIBEIRO VALIM

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: EDUARDO ANDRE RIBEIRO VALIM
DATA: 18/03/2025
HORA: 13:30
LOCAL: REMOTO
TÍTULO:

Efeito da agricultura na comunidade de fungos do Bioma Mata Atlântica  do Estado de Minas Gerais: considerações sobre a identificação e potencial biotecnológico de espécies do gêneros Aspergillus spp., Talaromyces spp. e Penicillium spp. 


PALAVRAS-CHAVES:

Ecologia Microbiana; Comunidade Fúngica; Aspergillus; Talaromyces;
Penicillium


PÁGINAS: 57
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
SUBÁREA: Ciência do Solo
ESPECIALIDADE: Microbiologia e Bioquímica do Solo
RESUMO:

O Bioma da Mata Atlântica é um hotspot da biodiversidade global, abrigando uma
grande variedade de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. Embora, as
comunidades floristicas e faunisticas estejam bem documentadas, a diversidade microbiana
da Mata Atlântica, especialmente os fungos filamentosos, carecem de estudos
aprofundados, uma vez que, a sua biodiversidade e potencial biotecnológico ainda foram
pouco estudados. Este estudo objetiva comparar a diversidade a estrutra da comunidade
fúngica do solo, além de isolar e identificar os fungos pertencentes aos gêneros Aspergillus
ssp., Penicillium ssp. e Talaromyces ssp., de cafezais e fragmentos de floresta nativa da
Mata Atlântica. Objetiva-se ainda, investigar o potencial enzimático de interesse industrial
de espécies desses gêneros, com destaque para as produtoras de celulase e de interesse da
indústria de alimentos. As coletas do solo foram realizadas na estação chuvosa, em áreas
nativas da Mata Atlântica e cafezais, no município de Santo Antônio do Amparo-MG. A
estrutura da comunidade fúngica do solo foi determinada a partir da utilização da técnica
de sequenciamento de nova geração (NGS). A diversidade alfa não diferiu
significativamente entre as duas fisionomias (p>0,05), contudo difeririam
significativamente na diversidade beta (p<0,001). Ascomycota e Basidiomycota foram os
Filos mais representativos e, juntos, representaram 86,9% de todas as unidades
taxonômicas operacionais (UTOs). Além disso, foram encontradas diferenças na estrutura
da comunidade fúngica entre Cafezal e Floresta. A abundância relativa de 9 dos 13 Filos
e 6 das 12 classes de Ascomycota apresentaram diferenças significativas entre Cafezal e
Floresta (p<0,05). No mais, dos 20 gêneros mais abundantes (correspondentes a 57,2%
das UTOs), 9 deles apresentaram diferenças significativas entre as fisionomias, porém,
não para os gêneros Aspergillus, Talaromyces e Penicillium. Foram identificadas
sequências de 17 espécies de Aspergillus, 28 de Penicillium e 9 de Talaromyces e as três
espécies mais abundantes desses gêneros foram Talaromyces pinophilus (1,27%),
Aspergillus clavatophorus (0,5%) e Aspergillus ochraceus (0,44). O isolamento de
Aspergillus, Talaromyces e Penicilium vem sendo realizado através da Técnica das
Diluições Seriadas em placas de Petri contendo os meios de cultura DRBC e DG 18%.
Até o momento foram isolados e preservados 237 morfotipos fúngicos, sendo 226
isolados correspondentes aos gêneros Penicillium ou Talaromyces e 11 isolados
correspondentes ao gênero Aspergillus. Nas próximas etapas da condução do projeto, será
dada continuidade às análises dos dados do microbioma, aos trabalhos de isolamento das
amostras, juntamente com as etapas para a identificação dos isolados fúngicos. Por fim,
também será dado início aos ensaios de aplicação biotecnológica.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - VICTOR SATLER PYLRO (Membro)
Externo à Instituição - LEANDRO NASCIMENTO LEMOS - CNPEM (Membro)
Externo ao Programa - JORGE TEODORO DE SOUZA - DFP/ESAL (Membro)
Externo à Instituição - DANIEL KUMAZAWA MORAIS - CAS (Membro)
Interno - CARLOS GODINHO DE ABREU - UFLA (Suplente)
Notícia cadastrada em: 19/02/2025 13:08
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